
Esculturas de Valdir Rocha
de 23/6/2009 a 15/8/2009
Há uma espécie de praxe ou de
tradição na aplicação de pátina
monocromática (preta, verde ou
castanha) nas esculturas fundidas em
bronze, o que talvez se explique pelo
fato de geralmente se deixar a cargo
de um profissional da fundição o
cumprimento dessa etapa, quase
sempre se limitando o escultor a
escolher uma cor e um tom.
Indo contra essa corrente,
Valdir Rocha apresenta nesta
exposição diversas esculturas em
que, procedendo ele mesmo a
aplicação da pátina, lançã mao de
diversos ácidos para obter diferentes
cores e tons, misturando,
mesclando e amalgamando-os,
em cada exemplar.
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Talvez porque também seja pintor, ainda que não esquecido das especificidades de volume e luz típicas da escultura, usa a pátina quase como se fora tinta, para poder alcançar algo como "pinturas esculpidas" ou esculturas "pintadas" com pátinas. Outra coisa: a escultura fundida contemporânea, possivelmente por questao de gosto ou por facilidade de realização, tende ao alisamento e ao polimento (neste caso, sem pátina), tantas vezes sob a sedução do dourado. Diversamente, Valdir Rocha encrespa, agita, poe profundidades de abismo para dar a expressividade que só com esses "acidentes" poderia obter. Erra para acertar. Nessa mostra, mais uma vez, diversas cabeças típicas do escultor apresentam duas ou mais faces, como que a lembrar o que Valdir Rocha costuma referir: "Não é privilégio de ator ter duas ou mais caras. Desconheço quem não as tenha." Olhe e espelhe-se ou desidentifique-se.
A exposição de esculturas
de Valdir Rocha pode ser
vista das 10h00 as 18h00,
de segunda-feira a sábado,
até 15 de agosto de 2009.
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